Pernambucana marca seu nome na história da natação brasileira

O momento após a primeira Olimpíada é crucial na vida de um atleta. Independente de resultado final. Bom ou ruim. O auto questionamento é natural. O esforço foi enorme até chegar ali. Muita dedicação e abdicação. Valeu a pena? Uma pergunta que leva a outra. De onde tirar força e motivação para começar tudo de novo? Os Jogos Olímpicos são o ápice para o atleta. A realização do sonho de criança. Para alguns, o fim da linha. Para outros, uma parada em meio a um longo caminho. Aos 25 anos, a nadadora pernambucana Etiene Medeiros viveu um turbilhão de emoções durante os Jogos do Rio. Foi mal na prova em que tinha a maior expectativa, os 100m costas, sua especialidade, seu xodó, aquela em que entrou na água tantas vezes sonhando com a Olimpíada. “Saí dali pensando, ‘o que é que eu tou fazendo aqui?’”. Foi preciso parar, respirar e recuperar o fôlego. Havia ainda mais duas provas a disputar. A recuperação veio em escalas. Nos 100m livre, alcançou a semifinal. E, enfim, no fechamento, foi à final nos 50m livre. Ficou entre as oito melhores do mundo. Foi a única brasileira finalista da natação em piscina no Rio. Na época, desabafou. “Tirei um peso enorme das costas”.

"Cada competição tem seu peso, seu brilho. Os aros olímpicos são uma coisa almejada por todos os atletas e é um peso estar lá. Então, eu pude ver depois da Olimpíada que ser um atleta olímpico, ser uma semifinalista e uma finalista olímpica tem seu peso. Imagina uma medalhista. Tem que sonhar e acreditar. Eu sonhei e acreditei. Eu me sinto mais lutadora depois dos Jogos, mais responsável. Foi um momento muito especial para mim. Tanto que, depois, me senti um peixe fora d'água.  Foi tão intenso aquilo, que quando volta ao normal parece outra vida. Não à toa, aprendi muita coisa e ainda estou aprendendo. A gente tá sempre nessa metamorfose. Sempre tiro uma lição de cada competição que disputo"

Não foi fácil recomeçar depois de tudo aquilo. O mais coerente para uma atleta de 25 anos, finalista olímpica, em incrível forma física, é seguir em frente. Mas os pensamentos são inevitáveis. A própria coerência é questionada. E a possibilidade de jogar tudo para o alto passa pela cabeça… É tanto esforço, tanta abdicação. Vale a pena? A razão venceu. O desafio foi aceito. Afinal, o que mais alimenta um atleta que o desafio, o sabor da superação? Atributos que fazem tão parte dele quanto o talento. Etiene decidiu encarar 2017 de uma maneira diferente. Menos exigente consigo, mais leve. A Olimpíada ensinou muito. E assim a pernambucana seguiu fazendo história. Fonte: Diário de Pernambuco

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Quem é Júnior Duarte

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