Defesa de Lula sugere perícia em recibos

A defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva reagiu nesta quinta-feira depois de o advogado do empresário Glaucos da Costamarques declarar que os 26 recibos apresentados pelo petista em um processo da Lava Jato não comprovam que houve pagamento de alugueis da cobertura vizinha à que o ex-presidente mora, em São Bernardo do Campo (SP). Segundo os investigadores, Costamarques, proprietário do apartamento, foi usado como “laranja” na compra do imóvel, que teria sido paga pela Odebrecht como forma de beneficiar o ex-presidente. Para a defesa de Lula, os documentos demonstram que a cobertura não é dele e que o aluguel foi pago.

Por meio de um vídeo divulgado nas redes sociais (veja ao final do texto), o advogado do ex-presidente, Cristiano Zanin Martins, questiona a versão apresentada por João Mestieri, que defende Costamarques, e sugere, diante de dúvidas sobre a autenticidade dos recibos, que eles sejam periciados.

“De qualquer forma, se houver qualquer dúvida ou questionamento sobre esses recibos, que seja feita uma perícia, avaliando de quem é a assinatura, quando os documentos foram feitos, dentre outras coisas”, afirma Zanin Martins, que ressalta que “a responsabilidade pelos documentos é de quem o assina”.

O advogado de Lula relata que os recibos foram encontrados “nos pertences de dona Marisa [ex-primeira-dama], que sempre foi a locadora do imóvel” e foram apresentados no processo do mesmo modo como foram localizados. “Acreditamos que esses recibos expressam a verdade dos fatos, pois dona Marisa sempre foi uma mulher íntegra e honesta”, completa.

Segundo Mestieri, Costamarques estava internado no Hospital Sírio Libanês para passar por uma cirurgia cardíaca, quando o contador João Muniz Leite e o advogado e compadre de Lula, Roberto Teixeira, que também é réu no caso, trouxeram-lhe de uma vez um calhamaço de recibos para ele assinar. “O Teixeira teria dito para ele: ‘Olha, o seu primo que pediu para você assinar’. E ele assinou, sem saber muito bem o que estava fazendo. Estava numa cama de hospital e também não eram valores muito altos”, disse João Mestieri a VEJA.

Em tese, os recibos contradizem depoimento prestado por Glaucos da Costamarques ao juiz Sergio Moro, no início de setembro. Na ocasião, ele afirmou que comprou o imóvel por 504.000 reais a pedido de José Carlos Bumlai, seu primo, que levou calote de Lula durante 4 anos e que só começou a receber efetivamente em novembro de 2015, no mesmo mês em que seu primo foi preso na Lava Jato. Fonte: Veja.com 

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