Juiz de MS odiado por facções criminosas quer estrear carreira política

O juiz Odilon de Oliveira, 68, morreu e não sabia. Aconteceu em 2006, quando uma entidade internacional quis homenagear personalidades assassinadas em nome de uma causa. A missionária norte-americana Dorothy Stang. O jornalista Tim Lopes. Ele.

Há anos, o responsável pela prisão de barões do tráfico, como Fernandinho Beira-Mar, está com a cabeça a prêmio –recompensas que chegam a R$ 2,5 milhões, "cortesia" de organizações criminosas como PCC e Comando Vermelho. Por confusão, Oliveira ganhou um tributo póstumo antes da hora. Ele ainda guarda a placa com moldura dourada dedicada à "memória do juiz federal". Fez questão de buscá-la pessoalmente, em cerimônia no Espírito Santo, para espanto do público.

O magistrado está vivo. Ainda. É o próprio quem teme por sua proteção. Oliveira planeja entrar neste mês com pedido de aposentadoria. "Não fiz ainda porque o Conselho Nacional de Justiça não decidiu se vou ter segurança depois que me aposentar."

Assim que pendurar a toga, Oliveira perderá direito à escolta da Polícia Federal que o acompanha há 19 anos –de oito a dez homens que se revezam para salvaguardá-lo aonde quer que ele vá. O plano, contudo, não é parar de trabalhar, mas trocar corte por palanque. Odilon de Oliveira quer virar político.

Pernambucano radicado em Mato Grosso do Sul, onde atua como juiz há mais de três décadas, ele se diz "amigo de todos os governadores [do Estado], do prefeito, relacionado com todo mundo". Em pesquisas locais de intenção de voto, aparece entre os primeiros lugares para Senado e governo, em disputa embolada com oponentes da região.

Oliveira vem conversando com partidos, "e o apontamento que eles me têm feito é para o Executivo estadual", afirma à Folha por telefone. Uma das conversas foi com o ex-ministro Ciro Gomes, pré-candidato do PDT à Presidência.

Diz que seu perfil "é de centro", mas evita esmiuçar preferências partidárias por ora, por ainda estar no Judiciário. Preza a lei que, para concorrer no próximo pleito, magistrados devem pedir exoneração do cargo até abril, seis meses antes da eleição. Fonte: Folha uol 

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