Relatos de quem chegou a beira da falência e como sair de lá

“Ver um sonho ruir é muito complicado e eu estava vendo isso acontecer”. A frase é do empresário Ricardo da Silva, dono da IDF Quality, uma oficina especializada em pintura e reparo automotivo localizada na Zona Sul de São Paulo, que esteve prestes fechar as portas no ano passado.

Em decorrência de problemas de gestão e de um cálculo errado a respeito do mercado, o empreendedor chegou a um ponto em que devia para fornecedores, para o proprietário do imóvel que ocupava, tinha impostos atrasados e não conseguia enxergar uma solução para essa encruzilhada. As respostas começaram a surgir após uma profunda mudança de postura e uma série de medidas para organizar o negócio, tomadas em boa parte após receber consultoria do Sebrae-SP.

Assim como Silva, muitos empresários chegaram à beira do abismo nos últimos anos, prejudicados também pela crise econômica, mas, aos poucos, estão conseguindo dar a volta por cima. O número de pedidos de falência no Brasil caiu 12,4% no primeiro semestre de 2017 em relação ao mesmo período de 2016, de acordo com dados do Boa Vista SCPC. Já a quantidade de falências decretadas caiu 8,2%. Entre as empresas que entraram com pedido de falência, 86% eram de pequeno porte; entre as que tiveram falência decretada, as pequenas respondem por 90%.

A previsão do mercado é de melhora no cenário econômico, o que favorece aqueles empreendedores que estão tentando uma recuperação. O primeiro passo, no entanto, é começar a se reestruturar por dentro para aproveitar quando o bom momento chegar. “Meu problema número um foi o despreparo para empreender”, conta Silva.

Ele começou o negócio em 2013, ao enxergar um nicho de mercado com carros de frota, que necessitavam de constantes reparos. A empresa chegou a faturar alto, mas os “pequenos vazamentos” acabavam com a rentabilidade. “Eu trabalhava muito, mas a rentabilidade era muito baixa. Hoje eu entendo que é preferível trabalhar menos, mas com mais inteligência”, diz.

Quando dissolveu a sociedade e procurou o Sebrae-SP, a situação era grave. “O diagnóstico do Sebrae foi de que a empresa estava fadada ao fechamento, não teve nenhuma ilusão, e eu tomei isso como um desafio”, lembra Silva. Com ajuda dos consultores, o empresário passou a identificar as deficiências e a procurar alguns cursos, como o de fluxo de caixa.

“Fiz um trabalho interno para reestruturar o pessoal e para organizar as partes financeira e administrativa. Era tudo muito desorganizado e quase todo dia eu recebia um aviso do cartório”, afirma.

Mas o “divisor de águas”, segundo Silva, foi fazer o Empretec, uma metodologia voltada para o desenvolvimento de características de comportamento empreendedor. “Esse curso deveria ser obrigatório para qualquer um que quer empreender. Ele prepara o empreendedor para acreditar em si mesmo”, diz. Hoje a empresa tem 11 funcionários – chegou a ter 18 – e metade dos clientes agora é particular, e não mais os quase 90% de empresas, como era no passado. “Sobre minha dívida, hoje eu posso dizer que o que já não está liquidada está negociada”, comemora.

Para o consultor de finanças Felipe dos Anjos Chiconato, do Escritório Regional Capital Sul do Sebrae-SP, só é possível enxergar o tamanho do problema e o que será possível fazer para recuperar a empresa depois de colocar tudo no papel – fazer um Demonstrativo de Resultado de Exercício (DRE), por exemplo.

Mas o fundamental é conseguir mudar a postura de quem está à frente do negócio. “Para melhorar a empresa, é preciso também melhorar o empresário. Boa parte das empresas quebra por questões relacionadas ao comportamento do empreendedor”, afirma. Fonte: Exame.com 

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Quem é Júnior Duarte

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